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	<title>Seleta de Legumes</title>
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		<title>Ser imigrante em Coimbra</title>
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		<pubDate>Mon, 14 May 2012 21:00:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vanessa Barbara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Folha de S. Paulo]]></category>
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		<category><![CDATA[Bruno Aleixo]]></category>
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		<description><![CDATA[Folha de S.Paulo – Ilustrada 14 de maio de 2012 por Vanessa Barbara Há três anos, estreou em Portugal o &#8220;Programa do Aleixo&#8221;, show de variedades apresentado por uma mistura de cachorro com urso de pelúcia, tendo como assistente de palco um busto de Napoleão. Criada pelos humoristas João Moreira, Pedro Santo e João Pombeiro, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Folha de S.Paulo – Ilustrada<br />
14 de maio de 2012</p>
<p><strong>por Vanessa Barbara</strong></p>
<p>Há três anos, estreou em Portugal o &#8220;Programa do Aleixo&#8221;, show de variedades apresentado por uma mistura de cachorro com urso de pelúcia, tendo como assistente de palco um busto de Napoleão.</p>
<p>Criada pelos humoristas João Moreira, Pedro Santo e João Pombeiro, a bizarra atração propagou-se pela internet e virou fenômeno no Brasil, com seus quadros nonsense, sotaque carregado e estranhezas gráficas.</p>
<p>Os episódios de meia hora parodiam o formato dos &#8220;talk shows&#8221;. Bruno Aleixo comanda o programa sentado numa poltrona em seu apartamento sisudo, com uma manta nos joelhos, ao som de música clássica e ao pé de uma lareira.</p>
<p>Entrevistando personalidades, a criatura canina faz apartes agressivos, ofende-as com o bordão &#8220;cá burro&#8221; e monopoliza a conversa. &#8220;Se tenho coisas mais interessantes para dizer do que o entrevistado, digo-as! Não tenho culpa que isso aconteça quase sempre.&#8221; Por vezes, expõe o interlocutor a constrangimentos e charadas.</p>
<p>No segmento &#8220;Revista de Imprensa&#8221;, Aleixo analisa notícias da &#8220;Gazeta de Coimbra&#8221;, todas de importância discutível. Em &#8220;O Busto Apresenta um Mito Urbano-Rural (E Eu Logo Digo se É Verdade ou Não)&#8221;, acontece exatamente o que diz o título. Em &#8220;Opinião Civil&#8221;, promove-se uma obtusa enquete telefônica, como: &#8220;Tabaco: bom ou mau?&#8221;.</p>
<p>Os episódios terminam com Aleixo e Busto tocando uma versão ao piano de &#8220;grandes êxitos nacionais e internacionais&#8221;, sem qualquer tipo de critério.</p>
<p>A excentricidade do programa é evidente: cenários e personagens são fotos estáticas, mas bocas e olhos se mexem. As pausas, cortes e silêncios são incômodos, muitos com &#8220;timing&#8221; equivocado. Constantemente irritado, Bruno Aleixo tem o raciocínio truncado e infantil. Num debate escolar sobre profissões, ele afirma que quer ser &#8220;imigrante em Coimbra&#8221;. Em vão, a professora explica que ser imigrante não é profissão e que não é possível sê-lo em seu país natal. &#8220;Então quero ser proxeneta&#8221;, conclui.</p>
<p>Alguns de seus conselhos: &#8220;Depois de comer um frango não há nada melhor que cortar as unhas&#8221;; &#8220;Não vás pelo caminho bom, vai pelo acidentado que não te aleijas&#8221;; &#8220;Os homens que usam brinco são todos drogados&#8221;; &#8220;O poder do Hulk é saltare!&#8221;; e &#8220;Recolha sempre as bolas de naftalina; se as crianças as apanham, comem-nas todas, pensando que são amêndoas&#8221;.</p>
<p>E ainda: &#8220;Se visses mais televisão e lesses menos livros sabias muito mais coisas da vida&#8221;.</p>
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		<title>Cadernos Expedicionários &#8211; A malemolência inimiga</title>
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		<pubDate>Sun, 13 May 2012 07:48:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vanessa Barbara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cadernos Expedicionários]]></category>
		<category><![CDATA[back step]]></category>
		<category><![CDATA[lindy hop]]></category>
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		<category><![CDATA[rock step]]></category>
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		<description><![CDATA[Onde nossos espiões se infiltraram no último sábado, em busca da malemolência inimiga. Havia um homem com um sapato de cada cor, em clara tentativa de confraternizar com o (excêntrico) invasor. E onde aprendemos que o grande segredo do lindy hop é fingir que você sabe exatamente o que está fazendo. Assim como a vida. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Onde nossos espiões se infiltraram no último sábado, em busca da malemolência inimiga. Havia um homem com um sapato de cada cor, em clara tentativa de confraternizar com o (excêntrico) invasor.</p>
<p>E onde aprendemos que o grande segredo do lindy hop é fingir que você sabe exatamente o que está fazendo.</p>
<p>Assim como a vida.</p>
<p><a href="http://www.hortifruti.org/wp-content/uploads/2012/05/300_0_2351636_57643.png"><img class="alignnone size-full wp-image-2316" title="300_0_2351636_57643" src="http://www.hortifruti.org/wp-content/uploads/2012/05/300_0_2351636_57643.png" alt="" width="300" height="424" /></a> <a href="http://www.hortifruti.org/wp-content/uploads/2012/05/Sapato-de-cada-cor.jpg"><img class="alignnone  wp-image-2318" title="Sapato de cada cor" src="http://www.hortifruti.org/wp-content/uploads/2012/05/Sapato-de-cada-cor-768x1024.jpg" alt="" width="339" height="452" /></a></p>
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		<title>Cadernos Expedicionários &#8211; A consagração</title>
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		<pubDate>Fri, 11 May 2012 21:23:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vanessa Barbara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cadernos Expedicionários]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.hortifruti.org/wp-content/uploads/2012/05/IMG_0877.jpg"><img class="alignnone  wp-image-2313" title="IMG_0877" src="http://www.hortifruti.org/wp-content/uploads/2012/05/IMG_0877-1024x575.jpg" alt="" width="717" height="403" /></a></p>
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		<title>Cadernos Expedicionários &#8211; Contra ou a favor?</title>
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		<pubDate>Tue, 08 May 2012 18:16:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vanessa Barbara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cadernos Expedicionários]]></category>
		<category><![CDATA[Marechal Tito]]></category>
		<category><![CDATA[Zagreb]]></category>

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		<description><![CDATA[A Força Expedicionária Mandaquiense também participou deste protesto contra o Marechal Tito e tampouco entendeu grande coisa. P.S.: Ao que tudo indica, era a reivindicação de um grupo de direitos humanos que queria mudar o nome da praça Marechal Tito, por conta dos crimes que ele cometeu enquanto era presidente da Yugoslavia. O que pensariam eles [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Força Expedicionária Mandaquiense também participou deste protesto contra o Marechal Tito e tampouco entendeu grande coisa.</p>
<p><a href="http://www.hortifruti.org/wp-content/uploads/2012/05/IMG_0992.jpg"><img class="alignnone  wp-image-2300" title="IMG_0992" src="http://www.hortifruti.org/wp-content/uploads/2012/05/IMG_0992-1024x575.jpg" alt="" width="717" height="403" /></a></p>
<p>P.S.: Ao que tudo indica, era a reivindicação de um grupo de direitos humanos que queria mudar o nome da praça Marechal Tito, por conta dos crimes que ele cometeu enquanto era presidente da Yugoslavia.</p>
<p>O que pensariam eles da praça Tito, no Mandaqui? Em tempo: o Tito homenageado no logradouro não é o Marechal comunista, mas o seu Trípoli, velhinho bochófilo que morava em frente.</p>
<p>(Conforme informou a agência hortaliça para <em>O Estado de São Paulo</em>, <a title="O Mandaqui e sua lógica" href="http://www.hortifruti.org/2008/10/12/o-mandaqui-e-sua-logica/">nesta coluna</a> e <a title="O jardineiro fiel" href="http://www.hortifruti.org/2008/12/07/o-jardineiro-fiel/">nesta</a>)</p>
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		<title>Cadernos Expedicionários &#8211; Blitzkrieg em Zagreb</title>
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		<pubDate>Tue, 08 May 2012 18:12:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vanessa Barbara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cadernos Expedicionários]]></category>
		<category><![CDATA[Troca da Guarda]]></category>
		<category><![CDATA[Zagreb]]></category>

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		<description><![CDATA[A cerimônia mais longa e sem sentido da história tem lugar numa ruazinha em Zagreb. A Força Expedicionária Mandaquiense esteve lá e não entendeu nada. Homem ao cavalo: &#8220;Vamos invadir a Prússia! A Prússia! Avante!&#8221; Soldado de chapéu murcho: &#8220;Senhor, a Prússia não existe mais.&#8221;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A cerimônia mais longa e sem sentido da história tem lugar numa ruazinha em Zagreb. A Força Expedicionária Mandaquiense esteve lá e não entendeu nada.</p>
<p>Homem ao cavalo: &#8220;Vamos invadir a Prússia! A Prússia! Avante!&#8221;<br />
Soldado de chapéu murcho: &#8220;Senhor, a Prússia não existe mais.&#8221;</p>
<p><a href="http://www.hortifruti.org/wp-content/uploads/2012/05/IMG_0735.jpg"><img class="alignnone  wp-image-2294" title="IMG_0735" src="http://www.hortifruti.org/wp-content/uploads/2012/05/IMG_0735-1024x768.jpg" alt="" width="655" height="491" /></a></p>
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		<title>A ala dos escritores</title>
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		<pubDate>Tue, 08 May 2012 14:03:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vanessa Barbara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog da Cia. das Letras]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[depressão]]></category>
		<category><![CDATA[escritores]]></category>
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		<category><![CDATA[psiquiatria]]></category>

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		<description><![CDATA[Blog da Companhia das Letras 8 de maio de 2012 por Vanessa Barbara “Hoje cedo tirei uma vírgula. À tarde, coloquei-a de volta.” (Oscar Wilde) Em 1994, o psiquiatra Felix Post publicou um artigo no British Journal of Psychiatry chamado “Creativity and psychopathology: A study of 291 world-famous men” [Criatividade e psicopatologia: Um estudo de 291 personalidades]. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.blogdacompanhia.com.br/2012/05/a-ala-dos-escritores/">Blog da Companhia das Letras</a><br />
8 de maio de 2012</p>
<p>por Vanessa Barbara</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 329px"><img title="cortazar-en-la-cosmopista" src="http://www.blogdacompanhia.com.br/wp-content/uploads/2012/05/cortazar-en-la-cosmopista.jpg" alt="" width="319" height="463" /><p class="wp-caption-text">Julio Cortázar comprova a tese </p></div>
<p style="text-align: right;"><em>“Hoje cedo tirei uma vírgula. À tarde, coloquei-a de volta.”</em><br />
<em> (Oscar Wilde)</em></p>
<p>Em 1994, o psiquiatra Felix Post publicou um artigo no <em>British Journal of Psychiatry </em>chamado “Creativity and psychopathology: A study of 291 world-famous men” [Criatividade e psicopatologia: Um estudo de 291 personalidades]. Analisando a biografia de grandes cientistas, filósofos, estadistas, pintores e músicos, buscou determinar a prevalência de distúrbios mentais nesses indivíduos, que supostamente aliariam genialidade e loucura. Ao contrário do esperado, eles até que eram normais.</p>
<p>Um terço dos cientistas não apresentava nenhum indício psicopatológico relevante, enquanto políticos e compositores tinham coeficientes de loucura igualmente baixíssimos. Um único grupo se destacava: o dos escritores. Espantosos 88% possuíam traços de psicopatologia acentuada ou severa, e 72% sofriam de depressão profunda. Em relação à população geral, os índices eram também elevados.</p>
<p>A ligação entre os escritores e o destempero foi estabelecida em inúmeros estudos, como o de Nancy Andreasen (1987), segundo o qual escritores têm o triplo de probabilidade de desenvolver transtornos de humor e quatro vezes mais chances de se tornar alcoólatras, e Kay Jameson (1989), que registrou taxas de suicídio seis vezes maiores na categoria. O próprio Felix Post deu prosseguimento à sua investigação e concluiu que poetas são escandalosamente mais propensos ao transtorno bipolar — por outro lado, são mais sociáveis e menos introspectivos que seus colegas romancistas e dramaturgos. Estes, sim, têm avassaladora tendência à depressão grave, ao vício e à disfunção afetiva.</p>
<p>Segundo o estudo, 56% dos escritores tiveram uma infância infeliz e 26% sofreram de tuberculose. O histórico familiar de afecções psiquiátricas também era anormalmente elevado. A expectativa de vida foi de 65 anos, sete a menos do que os cientistas e políticos, mas três a mais do que os compositores. Dos cinquenta escribas analisados, apenas Guy de Maupassant foi considerado normal. Entre os mais transtornados, destacaram-se Hemingway, Joyce, Fitzgerald e Tolstói, que encontraram páreo apenas em artistas como Picasso e Van Gogh. Representados por monstros sagrados da política como Gandhi, Lênin e Bismarck, os estadistas ganharam na categoria “ansiedade”, mas na depressão severa os escritores novamente deram um banho.</p>
<p>Em quase todas as áreas, os cientistas são os mais estáveis — sobretudo nos relacionamentos conjugais. Há poucos inegavelmente malucos como Mendel e Bohr. Quando o assunto é dependência de drogas e alcoolismo, os escritores mais uma vez levantam o caneco — com o perdão do trocadilho.</p>
<p>Os números são mais ou menos díspares; a validade das pesquisas, relativa. Ainda assim, a premissa faz sentido — supõe-se que o centro da questão esteja no processo da escrita, naturalmente introspectivo e angustiante, e no aprofundamento exaustivo de situações e personagens. Nas palavras de Ernest Hemingway, o bom escritor é basicamente solitário e precisa encarar a eternidade (ou a falta dela) dia após dia, o que só alimenta a angústia.</p>
<p>A outra hipótese é inversa: os deprimidos é que optariam pela carreira de escritores, por vocação e temperamento. “Todos os escritores são vaidosos, egoístas e preguiçosos, e no fundo de seus motivos há um mistério”, define George Orwell. “Escrever um livro é uma batalha longa e exaustiva, como lutar contra uma doença grave. Só se empreende uma tarefa dessas movido por algum demônio que não se pode vencer ou compreender.”</p>
<p>Em todo caso, é como ter caligrafia ruim e prestar vestibular para medicina — se você já tem uma porção de esquisitices, o melhor a fazer é tirar proveito delas. Do que se conclui que não é preciso ter problemas psiquiátricos para ser um bom escritor — mas ajuda.</p>
<h3>* * * * *</h3>
<p><strong>Vanessa Barbara</strong> tem 29 anos, é jornalista e escritora. Publicou <em>O livro amarelo do terminal </em>(Cosac Naify, 2008, Prêmio Jabuti de Reportagem), <em>O verão do Chibo </em>(Alfaguara, 2008, em parceria com Emilio Fraia) e o infantil <em>Endrigo, o escavador de umbigo </em>(Ed. 34, 2011). É tradutora e preparadora da Companhia das Letras, cronista da <em>Folha de S.Paulo</em> e colaboradora da revista <em>piauí</em>. Ela contribui para o blog com uma coluna mensal.</p>
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		<title>Cadernos Expedicionários &#8211; QG em Paris</title>
		<link>http://www.hortifruti.org/2012/05/07/cadernos-expedicionarios-qg-em-paris/</link>
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		<pubDate>Mon, 07 May 2012 16:10:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vanessa Barbara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cadernos Expedicionários]]></category>
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		<category><![CDATA[Paris]]></category>
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		<description><![CDATA[De volta à França após uma campanha exaustiva em Zagreb, a Força Expedicionária Mandaquiense desembarca bem a tempo de ver um holandês tomar o poder em Paris, para alvoroço dos comensais do Le Conservatoire.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.hortifruti.org/wp-content/uploads/2012/05/39-Rue-de-Meaux-2012-05-04-at-14.27.38.png"><img class="alignnone  wp-image-2291" title="39 Rue de Meaux 2012-05-04 at 14.27.38" src="http://www.hortifruti.org/wp-content/uploads/2012/05/39-Rue-de-Meaux-2012-05-04-at-14.27.38.png" alt="" width="611" height="374" /></a></p>
<p>De volta à França após uma campanha exaustiva em Zagreb, a Força Expedicionária Mandaquiense desembarca bem a tempo de ver um holandês tomar o poder em Paris, para alvoroço dos comensais do Le Conservatoire.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A arte de desconversar</title>
		<link>http://www.hortifruti.org/2012/05/07/a-arte-de-desconversar/</link>
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		<pubDate>Mon, 07 May 2012 15:06:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vanessa Barbara</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Folha de S.Paulo – Ilustrada 7 de maio de 2012 por Vanessa Barbara O ano é 2030. Dois adolescentes estão sentados no sofá com cara de tédio. “Crianças, vou lhes contar uma história incrível. A história de como conheci a mãe de vocês”, diz Ted Mosby. “Estamos sendo punidos por algo?”, pergunta o menino. “Isso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Folha de S.Paulo – Ilustrada<br />
7 de maio de 2012</p>
<p><strong>por Vanessa Barbara</strong></p>
<p>O ano é 2030. Dois adolescentes estão sentados no sofá com cara de tédio. “Crianças, vou lhes contar uma história incrível. A história de como conheci a mãe de vocês”, diz Ted Mosby. “Estamos sendo punidos por algo?”, pergunta o menino. “Isso vai levar muito tempo?”, indaga a menina.</p>
<p>Sim: a história já dura uns sete anos.</p>
<p>Pouco se fala por aqui de “How I Met Your Mother” [Como conheci a sua mãe], uma das sitcoms mais assistidas entre o público jovem, com média de 11 milhões de espectadores por episódio e um total de sete temporadas. Mesmo no Brasil ela é popular, embora não seja exibida em nenhum canal. Ganhou cinco Emmy e é tida como sucessora de “Friends”.</p>
<p>O pano de fundo é similar: cinco amigos na cidade de Nova York. Segundo os criadores, a série da CBS fala sobre “as coisas idiotas que nós fizemos aos 20 e poucos anos”.</p>
<p>O protagonista é Ted, um arquiteto que conta sua história em flashback. Logo de início, ele narra como se apaixonou por uma determinada garota, fala sobre o primeiro encontro e vê a reação dos filhos – sobretudo quando ele revela que a moça em questão não é a mãe deles, mas uma amiga. “&#8230;E foi assim que conheci a tia Robin.”</p>
<p>Episódio após episódio, Ted ameaça introduzir sua esposa, sem nunca fazê-lo: “Calma, já chego lá. Como eu disse, é uma longa história”.</p>
<p>A identidade da Mãe e as circunstâncias de seu surgimento são mistérios da série, que, porém, não se apoia só nisso. Importa mais ver as peripécias de Ted, Robin, Lily, Marshall e Barney, este último interpretado por Neil Patrick Harris. “Isso vai ser legen&#8230; dário”, ele repete, acerca das coisas mais estúpidas. O grupo segue regras de conduta e submete seu dia a dia a debates absurdos.</p>
<p>A linguagem é diferente – o ponto de vista é o de Ted, que se contradiz de propósito, omite fatos e inventa passagens descaradamente. Seu jeito de antecipar o suspense e dar dicas sobre a identidade da Mãe alimenta teorias quanto ao futuro dos personagens e o momento exato em que ela aparece.</p>
<p>Um dos melhores episódios é “Slap Bet”, em que eles fazem uma aposta para descobrir por que Robin tem medo de shopping center. E “Pineapple Incident”, em que procuram entender por que Ted acordou após uma festa com o tornozelo torcido, a jaqueta carbonizada e um abacaxi em cima da cômoda.</p>
<p>Isso vai ser legen&#8230;</p>
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		<title>Cadernos Expedicionários &#8211; QG em Londres</title>
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		<pubDate>Fri, 04 May 2012 13:36:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vanessa Barbara</dc:creator>
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		<description><![CDATA[(Da preguiça de tirar fotos.) Este é o QG de onde a Força Expedicionária Mandaquiense liderou os Aliados (Mandaqui-Itália-Freguesia do Ó-São José do Rio Preto) durante uma recente e breve investida a Londres, com resultados bastante favoráveis ao nosso exército. A blitzkrieg já é considerada pelos historiadores um sucesso, tirando a participação do soldado com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.hortifruti.org/wp-content/uploads/2012/05/Screen-Shot-2012-05-04-at-13.52.55.png"><img class="alignnone  wp-image-2283" title="Screen Shot 2012-05-04 at 13.52.55" src="http://www.hortifruti.org/wp-content/uploads/2012/05/Screen-Shot-2012-05-04-at-13.52.55.png" alt="" width="569" height="368" /></a></p>
<p>(Da preguiça de tirar fotos.)</p>
<p>Este é o QG de onde a Força Expedicionária Mandaquiense liderou os Aliados (Mandaqui-Itália-Freguesia do Ó-São José do Rio Preto) durante uma recente e breve investida a Londres, com resultados bastante favoráveis ao nosso exército. A blitzkrieg já é considerada pelos historiadores um sucesso, tirando a participação do soldado com a toalhinha bordada, que passou o tempo todo gripado.</p>
<p>Agora estamos de partida para a Croácia a fim de reorganizar as tropas e marchar triunfantemente de volta a Paris.</p>
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		<title>Cadernos Expedicionários &#8211; Os italianos</title>
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		<pubDate>Fri, 04 May 2012 13:32:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vanessa Barbara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cadernos Expedicionários]]></category>
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		<category><![CDATA[Hackney]]></category>
		<category><![CDATA[italianos]]></category>
		<category><![CDATA[London]]></category>
		<category><![CDATA[toalhinha bordada]]></category>

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		<description><![CDATA[Dos italianos da casa, Gianluca é o meu preferido. Ele está sempre gripado e anda pela casa de pijamas, assoando o nariz, com cara de irritado. Tem uma toalhinha de rosto com o nome bordado (!). E também acabou de acordar. (Com a diferença de que ele é crupiê, e eu narcoléptica.) ** Mas tem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dos italianos da casa, Gianluca é o meu preferido. Ele está sempre gripado e anda pela casa de pijamas, assoando o nariz, com cara de irritado. Tem uma toalhinha de rosto com o nome bordado (!). E também acabou de acordar.</p>
<p>(Com a diferença de que ele é crupiê, e eu narcoléptica.)</p>
<p>**</p>
<p>Mas tem também o Antonio, que ninguém nunca viu (até esta semana, quando ele foi pego subindo a escada uma vez e aparentemente trouxe a mãe para visitar). A brasileira aqui residente (falaremos dela depois) acha que ele é psicopata e está tramando matar todo mundo, mas eu acho que ele é um cara ótimo e já pensei em bater lá para pedir um abraço.</p>
<p>Ele nunca toma banho, nunca usa a cozinha, nunca é visto saindo e nem entrando. Não faz nenhum barulho no quarto. Ou é um vampiro, ou é um psicopata, ou será em breve meu melhor amigo.</p>
<p>**</p>
<p>Eu também gosto do Giuseppe, que é o italiano que manda na casa. Gosto dele porque é limpinho, vive preocupado com as áreas comuns, tem uma roupa de chef de cozinha e é o dono de todos os materiais de limpeza da casa. O Giuseppe não fala inglês, mas é bem animado e de manhã bota um aquecedor no banheiro para poder tomar banho mais tarde.</p>
<p>Daí tem uns outros italianos que eu nunca sei quem são, e provavelmente é só mais um e provavelmente é o Marco, mas eu gosto que de capuz todos eles parecem o mesmo italiano. E falam alto. E gesticulam.</p>
<p>E quando alguém abre a porta, é que nem a Casa da Mãe Joana: um deles xinga alguma coisa, o outro grita e vem puxar assunto, engata-se uma entusiasmada conversa num idioma que não é exatamente o de ninguém e eu saio correndo em direção a um helicóptero e uma rota de fuga.</p>
<p>O <a href="http://blog.paulovelho.com/" data-hovercard="/ajax/hovercard/user.php?id=1542940018">Paulo</a> diz que às vezes os italianos vêm bater na porta perguntando se é tua a roupa na máquina de lavar, e quando não encontram exatamente o dono saem a gritar pela casa: &#8220;A roupa na máquina de lavar! A roupa! De quem é a roupa?&#8221;</p>
<p>Eu consigo visualizar o Marcelo Mastroianni no papel, e fico procurando a saída de Cinecittà.</p>
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